Tem gente que sabe dizer o que quer escrever, mas só consegue dizer; tem gente que escreve para o leitor adivinho; tem aqueles que acham difícil organizar as informações; há ainda os que escrevem, não convencem, e pensam que o texto ficou ótimo; outros tentam impressionar com palavras “difíceis”. É... escrever um bom texto não é fácil. Mas tem gente que aprende a escrever melhor, seja um relatório, projeto, e-mail para tratar de negócios ou um simples bilhete.

Apagão

Fonte: Jornal “O Popular” (GO)

Linguagem verbal e não verbal

Só um humano mesmo para dar conta do sentido!

Charge publicada no Jornal O Povo (Ceará)

Comentário de uma charge

Olá, pessoal!

Há algum tempo postei esta charge. Eis aqui meus comentários enviados àqueles que se propuseram a explicar a interpretação dada por uma profissional de Comunicação Social, isto é, de que a mulher ilustrada na charge não sabia o significado da palavra penhor e, por isso, levou o arroz para ser penhorado:

Assim como as piadas, as charges são textos humorísticos que requerem a mobilização de conhecimentos prévios para que seja possível a interpretação. Que conhecimentos prévios são esses? Conhecimentos de fatos que circulam na sociedade, de questões culturais e ideológicas etc. Um exemplo: na piada “feliz foi Adão que não teve sogra”, NÃO HÁ COMO INTERPRETÁ-LA E RIR DELA sem o conhecimento de quem foi Adão, na história (o primeiro homem), de quem foi Eva (a primeira mulher), de que sogra é a mãe da mulher ou do homem com quem se é casado e, ainda, de que ter sogra, em nossa cultura, é algo ruim. UFA!!!
Esse simples exemplo (que não é um texto simples) nos mostra que a linguagem não é um código. Na piada, os sentidos foram veiculados, mesmo sem estarem codificados, entende? Conceber a língua como um código é assumir que o conteúdo semântico está integralmente explicitado por estruturas sintáticas (Coudry & Possenti, 1993), o que não é verdade. Mas isso é um papo para depois, ok!? Continuemos na charge…
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A língua não é um espelho da realidade!

Há um monte de gente buscando uma relação direta entre as palavras e os objetos no mundo; pensam que a palavra deve (ou deveria) representar o mundo, como um espelho. Por não poder ser esse espelho da realidade, muitos dizem ser a língua imperfeita. Sem comentários…
Pois digo: por tal “imperfeição” (como dizem alguns) é que podemos interpretar, por exemplo, expressões idiomáticas como “chá de cadeira”, piadas, charges etc.

Que razão teria a existência da charge aqui apresentada se não pudéssemos conhecer o sentido de certa expressão e sua relação com o que foi recentemente noticiado na imprensa?

A propósito, você consegue explicar o sentido da charge?

Para aprender a interpretar charges

Interpretar é também mobilizar saberes/conhecimentos que não estão explicitados no texto; é relacionar o que está escrito no texto (e não escrito) com o conhecimento que você, leitor, tem de mundo.

Um desafio para você exercitar a interpretação:

Veja essa charge e responda: Há alguns conhecimentos que mobilizamos para que a interpretação dessa charge seja possível. Quais são eles?

Charge de M. Jacobsen

Castelo do Edmar: charges e a interpretação no tempo

Fonte: Jornal Olho Vivo
Retirada de: www.chargeonline.com.br

Há um fator imprescindível para a interpretação de uma charge: nosso conhecimento de mundo, isto é, o conhecimento que temos de fatos ocorridos, lugares, pessoas etc. Tal conhecimento constantemente sofre mudanças, afinal, o tempo todo recebemos novas notícias (umas mais marcantes do que outras), memorizamos aquilo que nos parece ser mais importante (é bom lembrar que a memória é atravessada também por fatores sociais e históricos) etc. Por causa dessas mudanças, uma charge que hoje faz sentido para nós, poderá não fazer no futuro.

Imagine que daqui a alguns anos vejamos essa charge do “castelo do Edmar”. Quem pode garantir que a entenderemos? Será que a lembrança de quem foi Edmar será tão automática, bastando-nos somente um rápido olhar para produzirmos um riso? E o desenho de um castelo bem no lugar onde fica o Congresso Nacional? Fará sentido? Pode ser que não. A possível não interpretação (e isso não quer dizer que você tenha um problema ou uma dificuldade para compreender) é uma prova de que interpretar não é decodificar; interpretar é mobilizar saberes diversos e atribuir um sentido que não é dado a priori, mas construído.

Crise… trabalho… demissões

Fonte: Super Notícia (MG)

Votação & Charges

Fonte: Jornal NH (RS) - 06/10/08

Olá, pessoal!

Tudo o que aparece em uma charge tem uma razão de ser!!!

Nesses últimos dias vi muitas que faziam referência às últimas eleições.

Mas queria alguma que fosse diferente… 

Bom, econtrei essa. Achei super legal! E você?

Acabei de mostrá-la a uma colega. Ela comentou: “é uma pessoa que está em uma situação sem estrutura… à deriva… numa ilhota“. Perguntei: “E quem é Wilson?” “Wilson? Sei lá“, respondeu ela.

Publicamos aqui a sua sugestão!!!

Acabei de receber essa charge e não poderia, é claro, deixar de inseri-la aqui!

Puxa… quanta informação… quantos conhecimentos mobilizamos na interpretação dessa charge! Fantástico observarmos como nas charges, de uma maneira geral, vemos pouco texto escrito (digo isso porque em Lingüística há o texto oral também) e todo o processo de interpretação sendo mobilizado a partir de nosso conhecimento prévio!

Mas será que daqui a alguns meses ou anos, essa mesma charge fará sentido para a maioria de nós? Se quiser responder e explicar o porquê, seu comentário será bem-vindo e respondido.
Aproveitando… gostaria de sugerir o seguinte: se você tem algum material que julga ser interessante do ponto de vista da linguagem, por favor, não deixe de enviá-lo.

Pode ser uma charge, piada, folder de propaganda, tirinhas, questões de provas etc.

Obrigada, Josias, pela charge enviada!

obs: gostaria muito de poder informar a fonte dessa charge, o que é meu dever, inclusive. Mas, infelizmente, a pessoa que a enviou não soube me dizer de que site foi retirada, pois também não foi informado disso ao recebê-la de um colega de trabalho. Coisas da internet…

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Vincius Vasco: Hahahah. Pobre moleque. Gramatica, estática ou elástica, não há prática enfát...
Manoel: Professora,estimular a produção de textos na escola tem sido tarefa árdua, mas não de...
virginia: As cadeias já estão super lotadas;com a redução da maioridade penal ficará de fora os...
virginia: Boa noite professora!A charge acima citada sobre redução da maioridade penal;expressa...
marluci m do rosário: Sou estudante do curso de Letras na ufpa(pará). Estou no início do curso,mas mudando...
Carla Queiroz Pereira, mestre em Lingüística/área Neurolingüística pela Unicamp, presta consultoria em linguagem escrita a profissionais e estudantes, ministra palestras e cursos com temas voltados às questões lingüístico-cognitivas e prepara candidatos a concursos públicos para enfrentarem as questões de interpretação de texto.

carla@aescritanasentrelinhas.com.br