Tem gente que sabe dizer o que quer escrever, mas só consegue dizer; tem gente que escreve para o leitor adivinho; tem aqueles que acham difícil organizar as informações; há ainda os que escrevem, não convencem, e pensam que o texto ficou ótimo; outros tentam impressionar com palavras “difíceis”. É... escrever um bom texto não é fácil. Mas tem gente que aprende a escrever melhor, seja um relatório, projeto, e-mail para tratar de negócios ou um simples bilhete.

“A mulher, kafka e a esfirra”

por Carla Pereira em Lingüística & Língua Portuguesa
Vejam o conto que recebi do professor Douglas Rodarte, professor de Língua Portuguesa:
A mulher, Kafka e a esfirra
O cheiro do café expresso caminhava lentamente no interior da livraria. Num sonoro e silencioso passar de folhas, entre muitos livros e revistas, logo na entrada, à esquerda guloseimas, cigarros, cachimbos, revistas de foto-novelas e uma serena mulher, baixa, olhos claros de mel, sentada de trás do balcão servindo-se de caixa registradora.


Um homem de bengala, acho que cego, pergunta por um tal “desconhecido” Ricardo Reis, outro pegava um livro que acabava de cair da estante que ficava próxima aos livros de romances e os de poemas. Uns velhinhos buscavam Paulo Coelho ou qualquer outro da linha. Precisavam urgentes.

Naquela hora, junto ao aromático café, um homem, cabisbaixo, silencioso, cabelos pretos, visto de costas, folheava sincronicamente, sob horas, as mesmas obras. Ao lado, um casal – pareciam amigos : cigarreta à mão, está comprando Augusto dos Anjos e observando a Folha de São Paulo; ela lança-lhe várias perguntas sobre família, sobre os semanários, as novas fofocas da cidade. Na verdade, conversaram, por meia hora.

Por um instante, naquele negrume diálogo, seu jornal cai, e dela, o saco de balas. Ainda se recompondo a compostura pergunta:
— Você gosta de Kafka?
Ela não titubeou e solta:
— Não, prefiro esfirra!
O homem da leitura, de costas, escuta, respira, levanta a cabeça e começa a devolver à estante O Processo, A Metamorfose e Carta ao Pai que levavam seu nome na capa. Estende e abana a mão à mulher do caixa e caminha lentamente para fora e senta-se no Café ao lado.

Extraído de Aqui, agora, quase, quando – contos. (no prelo)  DOUGLAS RODARTE - douglasrodarte@gmail.com

 

 

Falar bem: o que é isso?

por Carla Pereira em Lingüística & Língua Portuguesa

Falar bem é uma preocupação de profissionais de diversas áreas. Assim, nada melhor que ver linguistas, educadores e fonoaudiólogos (somente os terapeutas com formação em linguística) falando sobre o tema. Por que tais profissionais? Se não se conhece a dinâmica do funcionamento da linguagem, sua complexidade, cairemos no erro de pensar que falar bem é somente uma questão estética ou falar “sem erros de português”. Não é por acaso que no mercado há tantos livrinhos do tipo “fale bem hoje”, “aprenda a falar em público”. Não raras vezes, esses não passam de meras receitas; não apresentam os recursos que habilitam os que desejam aperfeiçoar o falar em público, não ensinam os meios para alguém aprender a defender seus argumentos ou apresentar suas ideias com clareza.

 

 Vejamos um pedacinho da matéria “Desafio: falar em público”, publicada este mês na excelente revista Nova Escola, editora Abril:

“A língua oral está organizada em gêneros (entrevistas, debates, seminários e depoimentos) [...]. Assim como não há um texto escrito sem propósito comunicativo, tampouco existe uma só maneira de falar. É preciso criar contextos de produção também para os gêneros do oral - em que se determinam quem é o público, o que será dito e como. (…) É necessário, portanto, ensinar a preparação de situações de comunicação oral com base num planejamento que requer quatro condições didáticas: orientação da pesquisa, discussão de modelos, análise de simulações ou ensaios e indicação de formas de registro (…)”.

Saborear livros

Que delícia é poder andar por uma livraria e folhear… folhear… saborear cada linha de um livro selecionado, pensar, rir, entrar no pensamento e sentimento do autor… Em muitos desses sabores, aquela sensação gostosa de ter descoberto um novo título. Foi assim que “descobri” mais um livro, ”Trovas Tributárias”, de Eduardo Bottallo, mestre, doutor e livre-docente em Direito Tributário. É um livro que, com bom humor, combina tributação e trova, “poema produzido em quatro versos, tendo, cada verso, sete sons poéticos, rimando necessariamente o 1º verso com o 3º e o 2º com o 4º (…)”.

Veja o que Bottalo escreve sobre o ICMS:

Texto que antecede o poema: “O ICMS é não cumulativo, funciona assim: quando o produto entra na loja, o comerciante paga ICMS; quando o produto sai da loja, paga de novo o ICMS, só que compensando o que foi pago antes. Simples, não?

O poema:

Cobrança mal ajambrada,

que me assombra pela vida:

se não se paga na entrada,

sempre será na saída.

Para quem achou que poema e tributos não tinham qualquer relação…

ANALISTA RF: meus parabéns aos aprovados!!!

por Carla Pereira em Consultoria em Linguagem Escrita

Nada mellhor que ser acordada por candidato que quer contar sobre sua aprovação em concurso! Quanta honra! Fiquei feliz demais ao receber uma ligação logo cedo!!! Só um detalhe: o candidato que me acordou subiu quase 1.000 posições após a prova dissertativa! Incrível! Tinha mesmo que me ligar cedo…. podia ser até de madrugada hehehe.

A ele e a todos os que trabalharam sobre os textos, PARABÉNS!!!

Dissertativa para SUSEP e AFT: proposta de atendimentos

FUNCIONAMENTO DOS ATENDIMENTOS

O grande diferencial dos atendimentos que presto é a possibilidade de o aluno reescrever mais de uma vez e independente do número de inadequações que existam em seu texto. Julgo ser importante o aluno conhecer os pontos em que precisa melhorar, independente de suposta nota que possa receber, afinal, não sabemos o rendimento dos demais candidatos concorrentes. E não somente isso: se o aluno não recebe um feedback, “esbarrará” sempre nas mesmas dificuldades.

Funcionará, portanto, da seguinte forma: o candidato escreve sua primeira versão e entrega a mim. Irei corrigir considerando os aspectos textuais previstos no edital. Baseado em tais correções, o aluno passa a reescrever o seu texto (1ª reescrita). Após a 1ª reescrita, entrega o texto mais uma vez a mim, a fim de que eu faça as correções novamente. O texto, então, é devolvido ao aluno para uma 2ª reescrita.

 SOBRE ASPECTOS TEÓRICOS E CORREÇÕES NOS TEXTOS

  • Aspectos teóricos serão trabalhados através de cada versão lida por mim. Por exemplo, se o candidato demonstra dificuldades na argumentação, receberá um texto teórico sobre o assunto, contendo exemplos de textos bons e ruins, bem como exercícios específicos para poder exercitar. Também aprenderá sobre argumentação ao ler as correções, sugestões e comentários meus ao texto escrito. O mesmo valerá para outros aspectos textuais, tais como coesão e coerência, organização da ideias etc.
  • Minha atenção durante as correções estará voltada aos aspectos textuais. Não será julgada a veracidade ou exatidão das informações inseridas pelo candidato.

ENVIO DOS TEXTOS More

Correções dos textos: depoimento de um candidato

No início, pensei que era caro pagar R$ 45,00 para cada tema. Mas depois do primeiro tema, quando vi o jeito de você corrigir, fiquei espantado com a qualidade e com a maestria com que você coordena nossa evolução. Hoje acho que R$ 45,00 é muito barato. Carla, muito obrigado pelas correções; foram muito proveitosas para mim. Valeu cada centavo que paguei. Vou mais seguro para a prova de domingo.


Rafael Vilches Marques Monteiro – candidato ao cargo de Analista Tributário da Receita Federal.

AFRF - Uma excelente prova discursiva!

por Carla Pereira em Redação, produção de textos

Trabalhamos muito nesses últimos dias! Vi progressos significativos nos textos de vários candidatos ao concurso da Receita (Auditor). Sério mesmo! Não tem comparação a primeira versão do tema 1 com as versões seguintes. Vocês escreveram, reescreveram, leram, escreveram novamente… É perceptível o trabalho de vocês sobre os textos! Só posso desejar, portanto, que façam uma EXCELENTE prova! Estou torcendo por todos os que conduziram cada escrita e reescrita com seriedade.

Quero saber as novidades!!!

Devo colocar título na minha prova dissertativa?

por Carla Pereira em Redação, produção de textos

Alguns alunos têm me dito que os professores do Ponto não estão recomendando a inserção do título. Bem, não acredito que você perderia ponto por colocar título na PROVA DISSERTATIVA, a não ser, claro, que haja previsão expressa para que não seja colocado. Porém, poderá perder se era para colocar, mas não foi colocado. Acho que o dever colocar está mais ligado ao “como se faz uma redação”. O edital pode não falar nada sobre título, mas a banca pode considerar como um subentendido, não sei. Em um vestibular, por exemplo, pontos são perdidos quando o aluno não coloca título. Bem, se eu fosse fazer a prova dissertativa, certamente colocaria um título sim. Já nas questões (de 15-30 linhas) eu não colocaria, claro. Talvez os professores do ponto tenham as razões deles para não recomendarem a colocação de título. Será que eles estão falando mesmo da prova dissertativa?

Congratulations!!!

por Carla Pereira em Redação, produção de textos

Meus parabéns aos aprovados para a 2ª fase da RF!

Gostaria de ressaltar minha alegria pelo retorno que tenho recebido dos candidatos que tiveram as redações corrigidas por mim. Fico contente por cooperar em um momento crucial da vida de vocês!

Até mais. Carla.

Devolução dos textos

por Carla Pereira em Redação, produção de textos

Olá, pessoal!

Já devolvi a maioria dos textos para serem reescritos, mas ainda há outros poucos, bem poucos, a serem corrigidos. Até amanhã, dia 15, os textos estarão nas mãos de vocês, mas não somente isso. O mais importante é que eu faça correções e comentários nos textos, dê sugestões etc., de forma que possam entender as necessidades de alterações e reescrever. De fato, corrigir o texto dessa maneira demanda tempo. Confesso que, em função das dificuldades de alguns candidatos, gastei até 4 ou 5 horas em uma só redação, corrigindo e, além disso, ensinando. Portanto, peço a todos a compreensão e paciência, certa de que poderei contar com vocês nesse sentido. Grande abraço! Um ótimo dia de trabalho a todos nós.

Carla.

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Vincius Vasco: Hahahah. Pobre moleque. Gramatica, estática ou elástica, não há prática enfát...
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Carla Queiroz Pereira, mestre em Lingüística/área Neurolingüística pela Unicamp, presta consultoria em linguagem escrita a profissionais e estudantes, ministra palestras e cursos com temas voltados às questões lingüístico-cognitivas e prepara candidatos a concursos públicos para enfrentarem as questões de interpretação de texto.

carla@aescritanasentrelinhas.com.br